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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Alunos da rede pública do Rio farão provas pelo computador




As aulas digitais que já são aplicadas na rede municipal: provas eletrônicas a partir do segundo semestre
Foto: Divulgação

RIO - Os alunos da rede municipal de ensino do Rio começarão a experimentar, a partir do segundo semestre, um novo jeito de fazer provas. A Secretaria de Educação já começou a treinar cem professores para preparar um banco com 80 mil questões voltadas para testes digitais, que serão aplicados aos alunos em computadores portáteis já existentes na maioria das escolas. O sistema será usado inicialmente nas avaliações bimestrais, que servem como base para o acompanhamento do desempenho das unidades.

— É algo que vai facilitar a vida do professor, principalmente na questão da correção automática das provas, sem que ele perca o controle sobre o desempenho do aluno, já que o sistema pode até produzir relatórios sobre a evolução dos estudantes — destaca a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.
Os testes digitais não substituirão as tradicionais provas de papel, das avaliações cotidianas do professor. Todas as questões aplicadas pelo computador serão de múltipla escolha. Há a possibilidade até de serem usadas animações para tornar o uso mais atrativo para os alunos. Em 2013, o sistema também será utilizado em provas feitas no início do ano letivo, para detectar se o nível de letramento dos estudantes dos 1, 2 e 3 anos do ensino fundamental está adequado à série.
— O sistema tem a possibilidade de mudar a dificuldade das questões se o aluno não consegue respondê-las. Pode voltar de uma de nível médio para uma fácil. Conseguimos saber até onde aquele aluno está conseguindo assimilar os conteúdos — completa Costin.
Prefeitura testa diários de classe eletrônicos
Além das provas digitais, a rede municipal já está realizando os primeiros testes de um novo diário de classe eletrônico. O sistema está sendo aplicado em 150 unidades e faz parte do que Costin chama de “Escola 3.0”. A intenção é cada vez mais abolir o uso desnecessário do papel no cotidiano dos colégios.
Todo esse processo de informatização começou em 2010, quando a Secretaria de Educação criou a Educopédia. O projeto disponibilizou aulas digitais, criadas pelos próprios docentes, para a toda a rede: hoje, o órgão estima que cerca de 70% dos professores já utilizem o conteúdo. Todas as escolas, do 6 ao 9 ano do ensino fundamental, foram contempladas com projetores para que os profissionais pudessem expor aos estudantes vídeos, jogos e animações.
— Não há qualquer obrigatoriedade para que o professor utilize esses recursos, mas mesmo assim tivemos uma adesão muito grande — afirma Claudia Costin.
Uma das unidades pioneiras no sistema foi a Escola Municipal Rivadávia Correa, no Centro. Mas rapidamente as aulas digitais foram se expandindo: um site (www.educopedia.com.br) foi criado para facilitar o acesso aos conteúdos.
Os colégios que têm a Educopédia já haviam sido contemplados com computadores portáteis que são utilizados em algumas atividades. Esses equipamentos também servirão a partir do segundo semestre para a aplicação das novas provas digitais.
Aulas digitais do Rio chegaram até a Finlândia
A Educopédia foi recentemente licenciada pelo projeto global de gestão de direitos autorais na internet Creative Commns como um recurso educacional aberto. Com isso, será permitido que outras redes educacionais a copiem, usem, adaptem, ou compartilhem seus conteúdos.
Após a concessão da licença, a Secretaria municipal de Educação já foi convidada a apresentar o projeto em outros países, como ocorreu na Finlândia, durante o encontro do Global Education Leaders Program, fórum de líderes governamentais de 13 países como China, Índia, Estados Unidos e Austrália, que discute educação e inovação.
A Educopédia também será apresentada no Congresso Mundial de Recursos Educacionais da Unesco, em Paris. A Unesco também reconhece a plataforma como um dos principais exemplos de recursos educacionais abertos de qualidade na América Latina.
Para o início das provas digitais, o Ministério da Educação está colaborando com a prefeitura do Rio na consolidação do banco de questões. As primeiras séries onde o sistema será usado serão o 5 e o 9 anos do ensino fundamental.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Um antigo desejo de nossa comunidade

 
 
Os moradores de Tomás Coelho e adjacências não precisam mais percorrer os dez quilômetros, na direção de Cascadura ou Pilares, para cruzar a linha férrea que corta a Avenida João Ribeiro. A partir de agora, eles contam com o Viaduto Francisco dos Santos, inaugurado neste domingo, dia 10, pela Prefeitura do Rio. Com 400 metros de extensão e nove de largura, fica ao lado da estação da Supervia do bairro, sobre a linha férrea, ligando a Avenida João Ribeiro, em mão dupla. Executados pela Secretaria Municipal de Obras, os serviços também incluíram a recuperação do entorno do viaduto, com a reurbanização dos passeios, do asfalto e do meio-fio ao longo daquela avenida.
- É uma alegria muito grande estar aqui, realizando um sonho antigo dos moradores da região, cumprindo com o nosso compromisso. Já fizemos muito por esta região. Bairros como Cavalcante e Pilares estão cada vez mais arrumados, recebendo serviços que trazem dignidade aos seus moradores - afirmou o prefeito Eduardo Paes, ao lado do secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto e do secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, além do subprefeito da Zona Norte, André Santos, entre outras autoridades.

O jornalista Sergio Cabral, que nasceu em Cascadura e foi criado em Cavalcante, prestou uma homenagem ao amigo “Chiquinho”, que dá nome ao viaduto e foi um grande líder comunitário que, por diversas vezes, solicitou a construção para a região:

- Chiquinho foi um grande defensor deste bairro, além de ter sido um grande amigo por décadas - disse Cabral, que estava acompanhado por familiares de Francisco.


Com investimento de R$ 29,8 milhões, o viaduto vai beneficiar os moradores de Del Castilho, Engenho da Rainha, Inhaúma, Pilares, Madureira e Cascadura, além de facilitar o acesso ao Estádio Olímpico João Havelange, o “Engenhão”.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Você pode construir um mundo novo sozinho?



Já que mais uma vez o Brasil será palco de mais um evento ambiental, é um bom momento para refletirmos até onde podemos fazer a nossa parte, pois ainda estamos bem londe de respeitar os príncípios básicos para a construção de uma sociedade mais justa. 

 

O que é a Carta da Terra?

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.
A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico eqüitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável.
A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.
A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.
À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei branca (“soft law”). Leis brancas, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os Governos de Estado, que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law).
Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.
 


 O Texto da Carta da Terra:

http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html


A carta para as crianças:

http://www.parceirosvoluntarios.org.br/images/Capa/file/CTparacriancasNAIA.pdf





segunda-feira, 4 de junho de 2012

BRENO VIOLA, UM EXEMPLO PARA TODOS.


A rotina do judoca Breno Viola, do Flamengo, é pesada como a dos atletas desse esporte. "Às vezes, treino das 14h até meia-noite", diz. Diferentemente dos seus colegas de clube, ele tem síndrome de Down. Mas isso nunca foi um empecilho.
Filho de judoca, Viola começou a praticar o esporte aos seis anos. Em 2002, foi o primeiro judoca com down a ter faixa preta nas Américas.
"O judô ensinou ele a se defender. Antes ele chegava em casa chorando quando sofria bullying. Hoje ele reage", conta a mãe, Suely.
Aos 31 anos, Viola continua treinando e está descobrindo outras atividades, como comunicação e atuação.
Viola será um dos colaboradores do site Movimento Down, que será lançado nesta quarta-feira, Dia Mundial da Síndrome de Down. E em julho ele estreará em seu primeiro longa metragem, "Colegas", ao lado de atores como Lima Duarte. Acompanhe a entrevista à Folha.
Divulgação
Breno Viola, do Flamengo,se tornou o primeiro judoca com down a ter faixa preta nas Américas
Breno Viola, do Flamengo,se tornou o primeiro judoca com down a ter faixa preta nas Américas
Folha - Como você se tornou judoca?
Breno Viola - Meu pai era judoca e eu queria seguir o exemplo dele. Comecei a treinar em casa com um irmão mais velho que fazia judô. Aos seis anos eu comecei a praticar judô no Clube Flamengo. Hoje sou faixa preta. Em 2002 fui o primeiro faixa preta de judô das Américas com síndrome de Down.
O que você pretende dizer aos governantes que encontrará em Brasília na apresentação do site Movimento Down?
Vou apresentar o projeto Movimento Down e falar sobre ele. E vou dizer que os governantes deveriam se preocupar em incluir as pessoas com síndrome de Down na sociedade. Deve haver projetos de inclusão social.
Como é a sua rotina de treinamento?
Treino todos os dias, de segunda a sexta-feira. No final de semana eu descanso. Senão o corpo não aguenta! Às sextas-feiras eu gosto de curtir o baile funk aqui no Rio. Mas não vou sempre porque sou atleta e preciso cuidar da saúde.
Conte um pouco sobre o seu filme "Colegas", que vai estrear em julho.
O "Colegas" é o primeiro filme brasileiro com três atores com síndrome de Down no elenco. O diretor e roteirista, Marcelo Galvão, tinha um tio com down, por isso decidiu fazer o longa. Eu interpreto justamente o Márcio, tio dele, que sonhava em voar de balão. Os outros dois atores com down, que são um casal, têm outros sonhos.
As gravações duraram quase quatro meses: a gente começou no interior de São Paulo e passamos por Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Buenos Aires.
Foi muito bom gravar e atuar ao lado de artistas como Lima Duarte. Estou estudando mais teatro. Quem sabe faço outros longas.
     

quarta-feira, 30 de maio de 2012

TEMA PARA REDAÇÃO

        31/05 - DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA O TABACO

Dia de Luta Contra O TabacoPolíticas de controle ao Tabagismo, coordenadas pelo Ministério da Saúde, dão destaque ao Brasil como um dos principais países na luta contra o fumo.


O tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam: o cigarro é o responsável por 10 mil vítimas diárias. Uma das estratégias da OMS para controlar o uso do fumo é o Dia Mundial Sem Tabaco comemorado desde 1997 no dia 31 de maio.  Todos os anos um tema é adotado pelos 191 países membros para divulgação da data. Dessa vez, o mote da campanha é "Tabaco, mortífero em todas as suas formas e disfarces".
No intuito de aumentar as vendas e conquistar novos consumidores, a indústria utiliza rótulos de "menos nocivos" para alguns dos seus produtos. Segundo a chefe da Divisão do Controle de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Tânia Cavalcante, "a população precisa saber que o tabaco é nocivo em qualquer produto, ou seja, os cigarros tidos como lights ou que contêm menos substâncias químicas, ainda assim, causam sérios danos à saúde da população".

Lights - Quando a ciência constatou que o cigarro poderia causar câncer, doenças cardíacas e enfisemas, a reação da população fumante foi imediata. A indústria, preocupada com a queda nas vendas, rapidamente introduziu novos produtos no mercado com propostas de serem menos prejudiciais à saúde. Assim surgiram os cigarros lights.
Depois de muitas pesquisas, a comunidade científica mundial concluiu que os cigarros lights/suaves e demais produtos do tabaco faziam tão mal à saúde quanto os normais. Os produtos light têm como única diferença os poros do filtro que, mais fechados, fazem com que a fumaça passe em menor quantidade. "A ausência da sensação de garganta irritada era um falso indício da eficácia do cigarro light", explica Tânia Cavalcante. No Brasil, desde 2001, os produtos do tabaco não podem conter na embalagem a palavra light.
Outros itens como charuto, cachimbo, narguillé e rapé também trazem danos à saúde dos usuários, mas, por não serem tragados, ainda resiste na cultura popular uma falsa crença de que são menos prejudiciais ao organismo.
Os especialistas afirmam que não existe a garantia de um limiar mínimo de exposição para que um fumante não corra riscos de saúde. De acordo com Tânia Cavalcante, "um fumante moderado, que consome de 4 a 10 cigarros por dia, corre um risco 6 vezes maior de contrair câncer do que um não-fumante".
Reconhecimento - Embora seja o segundo produtor e o maior exportador mundial de tabaco, o Brasil é reconhecido internacionalmente pela luta e controle do tabagismo. As ações desenvolvidas no país já apresentam indicadores que demonstram a redução do número de fumantes. Em 1989, por exemplo, 32% da população acima de 15 anos era fumante, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2003, esse número caiu para 19%.
Pelo destaque do país no combate ao tabagismo, o Brasil foi escolhido pela OMS para sediar um dos cinco centros laboratoriais mundiais de referência para controle e pesquisa dos derivados do tabaco por meio de uma parceria entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Esse centro de pesquisa tornará o país uma referência para toda a América do Sul e Caribe.
Além disso, no dia 31 de maio, durante a comemoração do Dia Mundial sem Tabaco será lançada a pedra fundamental do Laboratório de Análise, Pesquisa e Controle dos Produtos Derivados do Tabaco que será instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No espaço, serão promovidas pesquisas científicas e testes para conhecer a composição desses produtos. O laboratório também será o responsável por controlar e regular os derivados de tabaco comercializados no Brasil.

Dia de Luta Contra O Tabaco  As Políticas de Controle do Tabagismo

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo é desenvolvido pelo Inca em parceria com as 27 secretarias estaduais de saúde e propõe ações que visam a prevenção de doenças na população e estimulam a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis. A elaboração de ações educativas e a ampliação do acesso ao tratamento para quem quer deixar de fumar são exemplos de políticas de combate ao tabagismo mantidas pelo Inca.
Para os que querem abandonar o hábito de fumar, uma das alternativas é recorrer ao Disque Pare de Fumar (0800-611997 - opção 6). Esse serviço presta informações sobre os métodos de tratamento e os efeitos da síndrome de abstinência. Os interessados também podem procurar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferecem tratamento. A terapia inclui desde orientações sobre como deixar o fumo até o uso de medicamentos, se necessário.
O Inca também possui o programa Saber Saúde que trabalha junto às escolas o tema tabagismo e divulga estilos de vida saudáveis. Para complementar o trabalho em sala de aula, um material ilustrativo de autoria do Ziraldo foi editado pelo instituto. Uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) para ampliar a divulgação do programa através do TV Escola e do programa Um Salto Para o Futuro também está em estudo. Criado em 1996, o Saber Saúde é realizado com o auxílio das secretarias estaduais e municipais de saúde e educação.
A pesquisa de Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola) é outro projeto promovido pelo Inca. O Vigescola faz parte de um estudo mundial desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse trabalho busca coletar informações sobre o consumo de cigarros entre os jovens estudantes de 13 a 15 anos, idade média de início do uso do tabaco.
Outra medida adotada pelo governo foi a proibição da propaganda de cigarro. Desde 2000, a publicidade de derivados do tabaco não é permitida em grandes mídias como TV, outdoors e jornais. Sua divulgação só é possível nos pontos internos de venda.
Na campanha pela diminuição do tabagismo, também ganha destaque a publicação de imagens que ilustram os males causados pelo cigarro em todas as embalagens do produto. Essas fotos vêm acompanhadas de dez frases de alerta sobre os perigos do tabaco. O intuito é causar impacto entre os fumantes. Pesquisa realizada pelo Datafolha, no ano de 2002, revelou que 76% dos 2.216 entrevistados apoiavam a publicação de imagens nas carteiras de cigarro e 67% dos fumantes afirmaram que sentiram vontade de parar de fumar quando viram as fotos. Todas as embalagens também precisam conter o número do telefone do Disque Pare de Fumar. Desde que foi adotada essa regra, o serviço registrou um crescimento de mais de 300%.
O governo cobra dos municípios o cumprimento da lei federal 9294/96, que proíbe o fumo em locais fechados, e discute o aumento dos preços dos cigarros para diminuir as vendas. "O preço mais barato dos cigarros facilita o consumo da população jovem", critica Tânia.  O cigarro consumido no Brasil é o sexto mais barato do mundo. Enquanto nos Estados Unidos uma carteira custa até US$ 10, no Brasil ela é vendida por US$ 0,50.  O aumento do preço do cigarro é um projeto em discussão na comissão de implementação da Convenção-Quadro - tratado internacional que visa diminuir o consumo de fumo.
Outro processo resultante da ratificação do tratado - realizada no fim do ano passado - foi a criação de um programa de apoio à diversificação produtiva nas áreas de cultivo do fumo. O trabalho é feito junto aos agricultores para mostrar que a Convenção-Quadro não se trata de uma ameaça e que existem alternativas de cultivo economicamente viáveis para substituição ao tabaco. A medida é uma parceria do Inca com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Na época, a indústria do fumo tentou dificultar as ações do governo por meio da divulgação de falsas informações aos fumicultores.
Além do Dia Mundial sem Tabaco outras datas de combate ao fumo são comemoradas no Brasil. Todos os anos, o Ministério da Saúde comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) e o Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro).

ASSISTA AO VÍDEO - ANIMAÇÃO: FUMAR  PRA QUÊ?


ASSISTA AO VÍDEO - Drauzio Varella conta como conseguiu parar de fumar


 

ASSISTA AO VÍDEO - A luta contra o fumo


TEMA PARA REDAÇÃO


Pesquisa: abuso sexual é o 2º maior tipo de violência sofrida por crianças

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, esse tipo de agressão fica atrás apenas das notificações de negligência e abandono





O abuso sexual é o segundo tipo de violência mais característica em crianças de até 9 anos, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça, 22, pelo Ministério da Saúde. O levantamento indica que esse tipo de agressão fica atrás apenas das notificações de negligência e abandono.Segundo dados, a maior parte das agressões ocorreu na residência da criança ou em local próximo.

Segundo dados, a maior parte das agressões ocorreu na residência da criança ou em local próximo - Mukhtar Khan/AP
Mukhtar Khan/AP

Em 2011, foram registrados 14.625 casos de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra menores de 10 anos – 35% do total, enquanto a negligência e o abandono responderam por 36% dos registros.

Os dados revelam ainda que a violência sexual também ocupa o segundo lugar na faixa etária de 10 a 14 anos, com 10,5% das notificações, ficando atrás apenas da violência física (13,3%). Na faixa de 15 a 19 anos, esse tipo de agressão ocupa o terceiro lugar, com 5,2%, atrás da violência física (28,3%) e da psicológica (7,6%).

Os números apontam também que 22% do total de casos (3.253) envolveram menores de 1 ano e 77% foram registrados na faixa etária de 1 a 9 anos.

A maior parte das agressões ocorreu na residência da criança (64,5%). Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal/espancamento foi o mais apontado (22,2%), atingindo mais meninos (23%) do que meninas (21,6%). Em 45,6% dos casos, o provável autor da violência era do sexo masculino. A maior parte dos agressores é alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente: o pai, algum parente ou ainda amigos e vizinhos.

De acordo com o ministério, o sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) possibilita conhecer a frequência e a gravidade das agressões e identificar casos de violência doméstica, sexual e outras formas (psicológica e negligência/abandono). Esse tipo de notificação se tornou obrigatória em todos os estabelecimentos de saúde do país no ano passado.

Os dados são coletados por meio da Ficha de Notificação/Investigação Individual de Violência Doméstica, Sexual e/ou Outras Violências, que é registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Qualquer caso, suspeito ou confirmado, deve ser notificado pelos profissionais de saúde.

ASSISTA AO VÍDEO -  COMO SABER SE UMA CRIANÇA ESTÁ SOFRENDO ABUSO SEXUAL


ASSISTA AO COMOVENTE DEPOIMENTO DE UMA VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Boa dica de Filme



 SOMOS TODOS DIFERENTES é um filme sensível que conta a história de um menino disléxico.    Reconhecer desde cedo a dislexia pode ser uma tarefa difícil para os pais, já que não queremos às vezes enxergar aquilo que nos faz sofrer, porém é a partir de um olhar sensível de um professor que  uma reviravolta ocorre na vida do personagem.
Um filme emocionante que pode proporcionar a todos o desejo de também perceber as diferenças, não para rejeitá-las, mas sim para sermos capazes de  evoluir.  Acreditar que todas as crianças são diferentes e especiais é o princípio para que elas possam  crescer saudáveis, felizes, independente de suas dificuldades.
Joice


terça-feira, 22 de maio de 2012

CUIDANDO DA NOSSA REGIÃO


Mutirão Ecológico - 26 e 27 /05/12



Uma vez por mês, é feita uma panfletagem convidando moradores a participarem de um mutirão na área verde para conservação e manutenção do espaço. São realizadas manutenções das trilhas, recolhimento de lixo, plantio de mudas, capina preventiva contra incêndios entre outras atividades. No final do mutirão, é servido um almoço aos participantes e o dia termina convencionalmente com uma atividade cultural.

Rua: Paulo Sérgio, nº 36 - Serra da Misericórdia
Contatos:  (021) 855101941 Zolmir
                 (021)  91172931  Eric


SERRA DA MISERICÓRDIA

Geografia:
A Serra da Misericórdia abrange cerca de 43,9 km2 no município do Rio de Janeiro, e está localizada após uma faixa de baixada de aproximadamente 6 km a norte do Maciço da Tijuca e 3 km da costa oeste da Baia de Guanabara no ponto mais próximo de seu relevo: o bairro da Maré. O maciço da Misericórdia chega a aproximados 260 metros de altitude em seu pico culminante a Serra do Juramento.
Estende-se por 27 bairros do subúrbio carioca: Abolição, Bonsucesso, Brás de Pina, Cavalcante, Cascadura, Complexo do Alemão, Del Castilho, Engenho da Rainha, Higienópolis, Honório Gurgel, Inhaúma, Irajá, Madureira, Olaria, Penha, Penha Circular, Piedade, Pilares, Ramos, Rocha Miranda, Tomas Coelho, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos e Vista Alegre.
Os dados históricos sobre a Serra da Misericórdia remontam o primeiro ciclo agrícola. Entre os séculos XVII e XIX, servia como fronteira entre as importantes freguesias rurais de Inhaúma e Irajá, que mais tarde se converteram em freguesias urbanas e finalmente em bairros suburbanos da cidade do Rio de Janeiro.
Estando dentro da macro bacia hidrográfica da Baia de Guanabara destacam-se como principais corpos hídricos da região: O Canal do Cunha, o Canal da Penha, os rios Jacaré, Faria, Timbó (que tem suas águas enriquecidas por inúmeros afluentes na Serra da Misericórdia), Faria-Timbó, Cachorros (com suas nascentes na Misericórdia), Irajá e Ramos; onde se situa a Praia de Ramos, considerada pelos órgãos públicos como “a mais poluída do Brasil”.
Considerando-se os bairros inseridos na Serra da Misericórdia, vivem 897.797 mil habitantes na região, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – 1996), dos quais grande proporção vive nas 98 favelas existentes (Instituto Pereira Passos – 1998). Destacam-se os Complexos do Alemão, Complexos da Penha e Juramento considerados a área mais violenta da cidade, (Secretária de Estado de Segurança Publica SESP – 2002).

Situação Ambiental

A ocupação residencial na região mistura-se a uma significativa ocupação industrial. Estima-se a presença de 1563 estabelecimentos industriais conforme o Anuário Estatístico da cidade do Rio de Janeiro/1998. São produzidos gêneros alimentícios, cimento, cosméticos, tintas, entre outros, o que favorece a grande arrecadação de ICMS.
No entanto, não há nenhum programa eficaz de controle sobre a poluição dos bairros circundantes ao maciço da Misericórdia, o que se agrava ainda mais com a existência de três pedreiras com suas jazidas de granito na região. A ausência de fiscalização se repete na emissão do esgoto industrial; desta forma a água dos rios da Serra da Misericórdia transporta metais pesados e detritos orgânicos para a Baia de Guanabara.
As formações rochosas da Serra são compostas por um tipo de granito que é raro. Originalmente teria sido revestida por uma densa cobertura de mata atlântica e hoje se encontra em estado avançado de degradação e com alguns pequenos pontos de mata rasteira.
Com a perda da vegetação original, houve a destruição da estrutura do solo que é necessária à sua agregação e firmeza, causando a impermeabilização do mesmo, resecamento dos rios que dependem da vegetação e a aceleração da erosão e do assoreamento, pondo em risco as comunidades que vivem nas encostas.
Atualmente os pequenos ecossistemas que se encontram em fase de regeneração estão seriamente ameaçados pelo alastramento de ocupações irregulares de moradias sub-normais e atividades de exploração de minerais.
Na área central da serra a atividade de exploração mineral está cada vez mais acentuada, o que dificulta a recuperação ambiental. Essa situação de risco constante vem motivando as comunidades a participar das ações de associações de moradores, grupos e Ongs que atuam na Serra, promovendo a recuperação e a preservação de seu ambiente natural.
O subúrbio do Rio de Janeiro tem, na Serra da Misericórdia, a “maior exploração mineral do Brasil em perímetro urbano”. A formação geológica do maciço, devido ao seu granito de composição homogênea, trouxe empresas para a produção de brita, um negócio que continua atraindo exploradores europeus. Uma das três principais pedreiras que explodem a Misericórdia diariamente, a Brasil Beton, pertence ao grupo francês La Farge. Além desta, há ainda mais duas pedreiras em funcionamento: Nossa Senhora da Penha e Anhangüera. Ainda existem mais de quinze pedreiras desativadas e uma saibreira extinta a mais de 50 anos no perímetro misericordiano.
Dentre os devastadores da Serra da Misericórdia, as pedreiras são, sem dúvida, os agentes mais nefastos, pois os danos que causam são irreversíveis. Segundo o diagnóstico ambiental realizado por Cláudio Martins, geólogo, professor da Universidade Federal Fluminense, as áreas de mineração na Serra da Misericórdia apresentam-se bastante degradadas “com amplas faixas de terreno expostas à erosão laminar em sulcos, dificultando assim a regeneração da vegetação”. Ainda de acordo com Martins, “tais áreas degradadas definem verdadeiras ‘ilhas de calor’ no âmbito urbano e configuram processo de desertificação no sentido ecológico”.
A atividade mineradora causou a degradação da área, destruindo os topos de morros, eliminando nascentes e a vegetação. Foram poucas as formações naturais peculiares da Serra da Misericórdia que resistiram à destruição. Citamos a Pedra da Penha e a Pedra Bicuda a primeira por abrigar a Igreja da Penha e a segunda por atuação da sociedade civil organizada.
Além de causarem danos irreversíveis ao maciço, destruindo nascentes e vegetação, as explosões lançam partículas sólidas no ar, que somadas à poluição química proveniente do parque industrial, contribui muito para o aumento dos casos de infecções agudas respiratórias – IRA entre a população, da região, e faz dos bairros: Inhaúma, Engenho da Rainha, Bonsucesso, Del Castilho e outros, a bacia aérea mais poluída da cidade segundo a FEEMA – 1997.
Somado a esse problema, a ocupação residencial dizima pouco a pouco as pequenas áreas verdes restantes, principalmente na expansão das favelas do Complexo do Alemão, Complexo da Penha e Complexo do Juramento. Caracterizando um outro problema sócio-ambiental na região: o adensamento populacional desordenado e desasistido pelo poder publico, tem como consequências principais à geração de violência e a proliferação de doenças infecto-contagiosas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2002) no Complexo do Alemão são de 20.100 a 25.090 o número de habitantes por km².