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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O que se comemora no dia 19 de abril?


TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO, MAS AGORA É SÓ DIA 19 DE ABRIL.


"Dia do Índio: Dia dos Esquecidos"


Dia 19 se comemora o Dia do Índio. Mas onde está a comemoração? Os jornais tem notícias “mais importantes” pra divulgar, como quem venceu o Big Brother ou quem ficou com quem na novela, o Google Brasil nem sequer fez um Doodle dedicado à data. Nas buscas sobre notícias ninguém toca no assunto e quando se pesquisa sobre este dia o que se lê é como os índios fecharam estradas protestando e reivindicando seus direitos. 


Baderna, confusão, prisão... esta é a comemoração? 



Hoje em dia o ensino deixa a desejar em relação à cultura do nosso país. O folclore perdeu o sentido, o dia da Independência virou feriado pra viajar e não pra glorificar a pátria e raras pessoas sabem o que significa o dia 15 de novembro, a não ser quando cai num dia de votação, aí sim, dizem: “já sei, dia 15 de novembro é dia de votar”. Aham, sei... E tem aqueles que se dizem “brasileiros com orgulho”, mas só em dia de jogo da Copa do Mundo.



Pergunte a qualquer criança se na sua escola ela se fantasiou de índio e fez bonecos de palha e casinhas de esteira e madeira, e ainda, se fez algum cartaz dizendo o que significa o Dia do Índio, assim como eu fazia quando estava na escola. Perguntou? Ah, você também não sabia desta data? As crianças muito menos. 



Mas afinal de contas o que significa o Dia do Índio?

A data comemorativa foi criada pelo presidente Getúlio Vargas em 1943. Mas por quê?

Acontece que em 1940 fizeram o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, no México. Muitos índios ficaram com medo de reivindicar seus direitos, porque até então, não passavam de “selvagens” aos olhos do homem branco.
Pois bem, conseguiram criar um Instituto indigenista no México, mas o Brasil ficou de fora, aderindo somente alguns anos depois, criando a data comemorativa pra lembrar os nativos do nosso país (ou pra fazer média com os opositores).



A verdade é que existe uma vergonha em relação ao tratamento dado a esses povos nativos. Antes da chegada dos europeus aqui, existiam mais de 100 milhões de índios, hoje em dia, são míseros 400 mil espalhados pelo país. E o que é pior, continuam sobrevivendo porque o governo os colocou em reservas, o que pra mim, se iguala a um zoológico.



Existem outros tipos de exploração também, inclusive de pessoas famosas que se aproveitam de determinadas situações para fazer fama. Vez ou outra aparece alguém pra fazer uma música ou um comercial falando dos índios e depois some. Lembra da música que o cantor Sting fez com o Cacique Raoni? Vendeu bem né... mas, cadê ele? Dizem que vai voltar pra continuar a luta pelos direitos dos índios, será?



Tem mais: Alguém se lembra do Cacique Mário Juruna? Pois é, na década de 70 ele ficou conhecido por percorrer pelos gabinetes da Funai, em Brasília. Ele registrava tudo o que as pessoas falavam num gravador que ele sempre carregava. Sempre reivindicou os direitos dos indígenas e, depois de muita luta, conseguiu chamar a atenção, se tornando o primeiro deputado federal de origem indígena no Brasil. Falava abertamente, doendo em quem doesse, denunciava corruptos apontando o dedo na cara e apoiava a democracia. Apesar de tudo, não conseguiu se reeleger. Morreu pobre e abandonado. 



Agora vai ter gente perguntando: “ Ué, ele morreu???” ou então: “Nunca ouvi falar.”



Enquanto isso, a população indígena vai só diminuindo, até virar somente história, que provavelmente, ninguém vai querer ler. 


Viviane Lopes  - JBWIKI




Cristovam denuncia 'genocídio intelectual' contra crianças brasileiras 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) espera que as comemorações pelo Dia do Índio sirvam também para uma reflexão sobre o “genocídio intelectual” contra as crianças brasileiras, em decorrência da exclusão escolar e da baixa qualidade da educação. Segundo ele, esse é o terceiro genocídio da história do país, depois do aniquilamento dos índios e também de milhões de negros escravos.
- Que o dia 19 de abril sirva para que os índios, que tanto sofreram, nos dêem uma lição para que nós não possamos, no futuro, ser acusados do holocausto intelectual, do holocausto de mentes que nós estamos provocando contra as nossas crianças – pediu.
Para Cristovam, o país tem a “obrigação fundamental” de comemorar o Dia do Índio, por todo o mal causado a eles ao longo de mais de 500 anos. O parlamentar observou que a população indígena, em torno de 5 milhões na época do descobrimento, acabou reduzida a 350 mil indivíduos nos dias atuais.
O senador enfatizou artigo que aborda a condição trágica dos indígenas ainda hoje. Intitulado REDESCOBRIR OS ÍNDIOS*, o texto de Edison Barbieri lembra que até agora não foi cumprida a previsão constitucional de 1993 para a definitiva demarcação das terras indígenas. Observa que grupos ainda vivem isolados na Amazônia, resistindo às tentativas de aproximação. Os que aceitam a presença branca acabam pagando alto preço, com doenças, mortes, alcoolismo, invasão de suas terras e a perda de sua identidade cultural.
Quanto aos negros escravos, ele destacou que quase 10 milhões de africanos foram trazidos ao Brasil, e também enfrentaram um genocídio, que atingiu seus filhos e netos. Cristovam disse que aqui eles enfrentaram o “holocausto da morte precoce, da exploração permanente do trabalho forçado, do deslocamento do seu habitat e da sua cultura”.
Esses dois genocídios, segundo o senador, ocorreram pela violência, pela escravidão e também pelo preconceito religioso, fundamentado na ideia que prevaleceu por muito tempo de que “os índios e negros não tinham alma”.
Para Cristovam Buarque, o país não pode se calar diante do que houve e ignorar a responsabilidade do Brasil, da mesma forma que a Alemanha não esquece o papel que teve no holocausto judeu, embora esse genocídio tenha sido praticado pelos nazistas e não pela atual geração – que hoje estaria sendo omissa em relação ao “genocídio intelectual” contras as crianças.

*REDESCOBRIR OS ÍNDIOS:  

Índios no Brasil -  Quem são eles?


TERRA DE ÍNDIO
http://www.youtube.com/watch?v=3ik3I8UO2as


DICA DE FILME:  XINGU







Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, os Irmãos Villas-Bôas, alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.
Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.
Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.
Na aventura, os Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglês Percy Fawcett. Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, e se encantaram com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, que quase dizima toda a aldeia.
Ao recontar a saga dos irmãos, Xingu apresenta a luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros, traçando diálogo com problemas crônicos do processo de formação brasileiro.

TRAILER OFICIAL - FILME XINGU 
http://www.youtube.com/watch?v=U4UzoLfNd5Y&feature=related

HERANÇA INDÍGENA - IDIOMA BRASILEIRO
http://www.youtube.com/watch?v=Jl_y4zesoZ8&feature=related

MUSEU DO ÍNDIO:

http://www.museudoindio.org.br/

" COMUNIDADES REMOVIDAS EM FUNÇÃO DAS OBRAS DE INSTALAÇÃO OU REFORMA DE EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS"

Já que estamos num dia depois do "dia do índio", como aprendia em meus tempos de menino, trago um trecho do dossiê elaborado pelo Comitê Popular da Copa sobre os impactos dos megaeventos no Rio. Neste vemos a perspectiva presente no planejamento destes eventos no Rio de Janeiro.
"Comunidades removidas em função das obras de instalação ou reforma de 
equipamentos esportivos: (...)
Ocupação Aldeia Maracanã - O prédio que abrigou a sede do SPI Serviço de Proteção ao Índio - e teve sua última utilização como Museu do Índio, foi ocupado desde 2006por cerca de 20 indígenas das mais variadas etnias. O prédio encontra-se em ruínas e está situado no entorno do Maracanã. Desde que o Museu do Índio foi transferido para Botafogo que o prédio não tem qualquer utilização. Atualmente a titularidade da área é da CONAB, vinculada ao Ministério da Agricultura. A ocupação, batizada de Aldeia Maracanã, reivindica a regularização da ocupação e que o lugar se converta na primeira
Universidade Indígena voltada para o ensino da história e da cultura indígena. Para isso é preciso recuperar o prédio de alto valor histórico e cultural, que é anterior a 1865, data em que o casarão de propriedade privada foi doado para o governo federal com o intuito de abrigar o Centro de Investigação Cultural Indígena. Entretanto, cogita-se a possibilidade que o local se transforme em centro de comércio de produtos esportivos ou em um anexo da secretaria de Esportes."

http://comitepopulario.files.wordpress.com/2012/04/dossic3aa-megaeventos-e-violac3a7c3b5es-dos-direitos-humanos-no-rio-de-janeiro.pdf

GABRIEL CID - FACEBOOK


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